O ano de 2026 carrega para mim um peso especial: é o ano em que, completarei 80 anos. Sempre enxerguei a vida dividida em duas margens. Em uma delas, a cada virada do ano, lançamos desejos ao futuro, traçamos planos e projetos — muitos que o tempo, silenciosamente, não nos permitirá cumprir.
Na outra margem, junto ao grupo ao qual pertenço, voltamos o olhar para trás e avaliamos o caminho percorrido. É desse exercício de lembrança que nasce a decisão de registrar minha trajetória. Faço isso sem ordem, fora da linha do tempo, deixando que as memórias me encontrem quando quiserem. Coisas de quem já caminhou bastante.
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